Entrevistas Game Design

Bate – Papo com Mitizaku Lisboa

Bate - Papo com Mitizaku Lisboa

O post Bate – Papo com Mitizaku Lisboa apresenta a entrevista dada por Mitizaku Lisboa no livro Game Design modelos de negócio e processos criativos: Um trajeto do protótipo ao jogo produzido. Nessa entrevista Mitizaku Lisboa comenta um pouco sobre sua carreira e sobre o mercado de games no brasil.

Bate – Papo com Mitizaku Lisboa

Mitikazu Koga Lisboa é CEO da Hive Digital Media, maior desenvolvedora de games brasileira e líder no mercado de advergames no país. Lisboa é palestrante internacional sobre games, e seu currículo inclui passagens por grandes desenvolvedoras e publicadoras de games, como Capcom, SNK, Real Games e Sega, além do desenvolvimento de diversos projetos ligados a games no Brasil, como franquia Sports Arcade e o site Atrativa.com.

Miti, você trabalhou no exterior em uma realidade de mercado de games bastante diferente do Brasil. O que o motivou a voltar e empreender aqui?

Resposta: Apesar da minha experiência internacional, ainda não cheguei a montar uma empresa fora do país. As quatro que montei foram aqui. Hoje não tenho problemas em abrir novos negócios em qualquer parte do mundo, mas acredito que, quando estava começando, optei por atuar em um mercado conhecido mais por um questão de segurança e previsibilidade, pois conheço a fundo o mercado local.

Quais são as principais dificuldades de trabalhar com a criação de games no Brasil? Qual é o maior entrave que o mercado de games nacional enfrenta hoje?

Resposta: Na minha visão, é a qualificação da mão de obra. Hoje tenho sessenta funcionários na Hive, a maioria deles altamente qualificados para o desenvolvimento de games, mas ainda sinto falta de alguns profissionais específicos que tenham competência em algumas áreas-chave do processo de desenvolvimento e publicação, como monetização, publicação cross platform e business intelligence.

Há espaço para experimentar inovações aqui? Ou o caminho é focar em advergames, gamification e games promocionais?

Resposta: Eu não incluiria advergames e gamification do processo de inovação. Na verdade, acredito plataformas “gamificadas” representam a área na qual temos mais possibilidade de inovação, uma vez que é algo pouco explorado. Mas, mesmo no que se refere ao modelo “tradicional” de produção de games, acredito que o Brasil seja um terreno fértil para inovação, não apenas para uso local mas também para exportação.

Qual tipo de profissional você busca para trabalhar na Hive hoje?

Resposta: Pessoas extremamente comprometidas com o trabalho e especialistas em alguma etapa da produção de games. Acredito que o mercado tenha muita oferta de profissionais generalistas, mas faltam profissionais muito bons em áreas específicas. Na minha visão, um bom projeto é feito por um grupo sincronizado e motivado de profissionais especialistas. Mais ou menos como em um grupo de RPG: não dá para todo mundo lutar de perto, atirar de longe e curar os aliados no final ninguém faz nada direito.

Deixe uma mensagem para aqueles que desejam trabalhar criando games no Brasil.

Resposta: É uma profissão muito interessante e, dependendo dos seus objetivos pessoais, que recompensa aqueles que são dedicados, mas tem de gostar muito do que faz. Muitas pessoas se perguntam se gostam suficientemente de games para trabalhar com isso, mas precisam entender que gostar de jogar games é algo bastante diferente de gostar de fazer games.

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